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Septiembre 8, 2017

Holanda censura Shell e Exxon por anunciarem gás natural como ‘o combustível fóssil mais limpo’

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Written by: Metro en Bogotá
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Tema é polêmico. Gás natural é visto por muitos formuladores políticos como um “combustível de ligação” para um futuro com energia renovável

ALEXANDRE PELEGI

O órgão holandês de controle da propaganda advertiu nesta semana as empresas Shell e Exxon pela veiculação, no início deste ano, de um anúncio que afirmava que o gás natural é “o mais limpo dos combustíveis fósseis”.

Foi a segunda vez nos últimos meses que o conselho que regula os padrões de publicidade na Holanda – semelhante ao CONAR no Brasil – se posicionou contra a indústria de combustíveis fosseis, A primeira ocorreu em junho, quando condenou a Statoil norueguesa por chamar o gás natural de “energia limpa” e “combustível de baixa emissão”.

Em uma tentativa de se contrapor à decisão do conselho holandês, as versões on-line do anúncio foram alteradas há algumas semanas, redefinindo o gás como “o combustível fóssil menos poluente”, algo como “nosso combustível causa menos danos que os outros”. Com esta mudança o conselho holandês cancelou uma ação punitiva contra a empresa NAM, que pertence à Shell e à Exxon e veiculou o anúncio.

Paul de Clerck, da organização ambientalista “Friends of the Earth Europe”, disse que a decisão clara do conselho de padrões de propaganda holandês é de grande importância. “Isso nos mostra como as companhias de petróleo e gás atuam como cidadãos e políticos enganadores”.

“Eles querem que acreditemos que o gás é limpo e eles ajudam a transição para a energia renovável. Por trás da cena, vemos como as mesmas empresas pressionam contra esta transição. Para evitar mudanças climáticas catastróficas, precisamos acabar com a dependência de todos os combustíveis fósseis – incluindo o gás”, afirmou Clerck.

A organização “Friends of the Earth Europe” atua na luta por uma transição justa em direção a uma Europa 100% renovável, sem energia nuclear, super-eficiente de energia, e com combustível fóssil zero até 2030.

A questão do gás natural tornou-se altamente controversa depois que o presidente americano Donald Trump, dos EUA, numa reunião do G20 em julho, dividiu o encontro ao defender que o gás seja descrito como uma “tecnologia limpa”. Ao final do encontro, os EUA alteraram sua posição, inserindo texto no documento final do encontro em que afirmavam que ajudariam os países a “acessar e usar combustíveis fósseis de forma mais limpa e eficiente”.

No entanto o gás natural é visto por muitos formuladores políticos como um “combustível de ligação” para um futuro com energia renovável. Além disso, o departamento de pesquisa da União Europeia descreveu o gás como uma fonte de energia de baixo carbono, oferecendo cerca de 100 milhões de libras para investimento em pesquisas nessa direção.

O gás natural emite cerca de metade do dióxido de carbono comparado ao carvão quando queimado, embora este resultado seja ainda muito mais alto do que o de fontes renováveis.

Mas a imagem fica mais embaçada quando se inclui o metano, um gás com efeito estufa de curta duração, mas muito mais potente. Um estudo recente descobriu que o metano estava sendo emitido por usinas de gás em níveis até 120 vezes maiores do que os reportados aos órgãos reguladores norte-americanos.

A decisão do conselho holandês de controle da propaganda reporta que a afirmação de que o gás é o combustível fóssil mais limpo “não está de acordo com o código de publicidade holandês”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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